GRAVETOS
Paulo Sérgio Rosseto
Todo graveto é mudo de si
Mas caído sussurra ao vento
Coisas de raiz deslembrada
São versos soltos
Que o chão faz juntar
E o vento os ensina a voar sem asa
Enquanto dormem
Besouros e formigas descem para beber
Nas suas lascas e acham água
Até que alguém deduza que sujam a casa
E põe pra queimar esses ossos de árvores podadas
Retesos no sol fazendo sombra pro nada
Quando eu era menino eu juntava tudinho
Para encompridar meus sonhos
E depois descercar porteira de estrada
Um graveto só serve mesmo
Para inventar pontes
Para os versos que componho
Ou fazer abrigo de passarinho
@psrosseto
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski