Cor de canela
Havia meia sombra ali; o carro, parou.
Olhou no retrovisor interno: bonita;
Agita os cabelos, o coque desmanchou;
Pegou sua bolsa e desceu; quase levita.
Apita o guarda da rua; desfile em faixa;
Encaixa os passos, atravessa; pé na areia.
Serpenteia um rebolado; não desencaixa.
Abaixa, estende a canga; com sol já na veia.
Alheia; despe-se da veste transparente.
e sente os raios; esparrama o protetor,
Primor; a cor de canela já é presente.
Frente e verso; vice-versa. O sol não embaraça;
Abraça de jeito todo o corpo suado;
Calado; deixa marca tão cheia de graça.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras I - 02/05/2004
Palavras... palavras tolas Fáceis de manipular, Tanto formam frases lindas Como as que fazem chorar. Falam de amor e saudade De carinho …
Armando A. C. Garcia
Às loas... - 25/08/2012
Já não é mais como era Este mundo encantador, Parece estarmos em guerra Num tremendo desamor. Fingem todas as pessoas Não se verem quand…
Armando A. C. Garcia
As lágrimas de um povo - 28-03-2021
As lágrimas de um povo
Preces ouvidas nos céus,
São orações, não estorvo
No seu pedido a Deus.
…
Armando A. C. Garcia
As horas ! - 19-12-2025
As horas, tanto apontam
As horas de alegria,
Como também, nos dão conta
Das horas de nostalgia.
…
Armando A. C. Garcia