Cor de canela
Havia meia sombra ali; o carro, parou.
Olhou no retrovisor interno: bonita;
Agita os cabelos, o coque desmanchou;
Pegou sua bolsa e desceu; quase levita.
Apita o guarda da rua; desfile em faixa;
Encaixa os passos, atravessa; pé na areia.
Serpenteia um rebolado; não desencaixa.
Abaixa, estende a canga; com sol já na veia.
Alheia; despe-se da veste transparente.
e sente os raios; esparrama o protetor,
Primor; a cor de canela já é presente.
Frente e verso; vice-versa. O sol não embaraça;
Abraça de jeito todo o corpo suado;
Calado; deixa marca tão cheia de graça.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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