Aonde eu tenho ido?
Atingido no ar tingido, regido parcialmente;
Propositalmente parecido com o córtex de um ser desbravador que permanece foragido.
Formidavelmente foi ágil, driblando os espelhos como um mímico tímido.
Restarão apenas os cacos de vidro.
Restaurará centenas de células do envolvido,
Todas elas marcadas nas páginas dos livros.
Resultará em belas provas de medos lidos.
Em meio às verdades completas, as mentiras não dão ouvidos.
Duvido que esse eu lírico sádico tenha contribuído
Com a ressonância desse pulmão fingido.
O resultado obtido foi abatido ao radiocarbono.
Governante do seu vasto cosmo, fez-se Ur-Nammu sem trono.
Viver já era um bônus.
Morrer era saber que apenas saberia da existência da incerteza
Se não tivesse vida além da que foi capaz de ver ou duvidar aos olhos humanos.
Olhos famintos, pois fomentos somos.
Momentos temos.
Não é o relógio que acaba nos desperdiçando.
Leio versos cheios de memórias valiosas.
Creio em imersos meios de vitórias vultuosas.
Letras capturadas, tão belas quanto soltas.
A arte da cultura reestrutura mentes incultas
E cala aquele cujo respondia ser sábio.
Atingido no ar tingido, regido particularmente;
Paralelamente aquecido pela sinapse de um ser desesperador
Que adapta-se no lúgubre sonhar coagido.
Aonde eu tenho ido?
"Não vejo o sol, mas sinto o seu calor."
Sei que a intensidade de acreditar me designa.
"Não vejo a flor, mas sinto seu perfume."
Clássico versálico ao tom Delfina Benigna
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