Ao Som do Estalo
Ao som de um estalo Via sombras de medos,
Onde respeito e afronta Se cruzam em segredo.
Se a farda falasse Diria que a dentadura
Tremeu de medo Da ditadura.
De pés rachados pelo cimento
Lustrava o granito que um dia Seria o meu leito.
Oh! Ventos de limunises, não me levem o chão!
O dó-ré-mi-fá do pão seco é minha oração.
Se a Cirene tocar e a terra tremer,
É o brilho da alma que me faz renascer!
Comia pão seco a dó-ré-mi-fá
Enquanto ouvia moedas caídas ao chão.
Vivia em marquises quebradas
E via guarda-chuvas ao ventos de limunises.
De pés rachados pelo cimento
Lustrava o granito que um dia Seria o meu leito.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Pot-Pourri de palavras
Num pot-pourri de palavras encorpo a legião de sussurros ali vagueando tão apaixonados Revelo onde amara a semântica de uma brisa resvala…
Frederico de Castro
Palavras e o vento.
Muitas palavras se devoram por si só ... viajam como o vento , se tornam invisíveis aos olhos humanos , e o tempo chuvoso as levam par…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Dos atos
só a vontade nunca basta ha que ter as mãos nos atos da alma a fluência da vida rói o mundo inventando a matéria em seus futuros essa con…
AurelioAquino
Shalom.
O Sagrado Eternal , tinha para seu deleite o paraíso ... pois tudo fora feito por si só. Como tu sabes , ele não queria somente para si u…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*