Zero à esquerda

ZERO À ESQUERDA
Acordei com vontade
de não sair da cama,
um sono para não acordar.
Lavei meu rosto
com vontade de não lavar.
Um pouco de dor na nuca
e depressão,
com olhos marejados.
Mesmo com algumas pessoas
na sala dos professores,
sinto-me só.
Ligo o celular:
nenhuma notícia me interessa
ou me satisfaz.
Sinto-me um zero à esquerda.
Percebo que, para alguns,
passo despercebido.
Zero à esquerda, de fato.
Tenho vontade de voltar para casa
e ficar na cama
até o corpo cansar
e pedir para levantar.
Não tenho interesse em nada.
Estou com o ego
e as entranhas feridas.
Meu cérebro parece
um vaso vazio,
sem água
e sem flores.
Todos os dias,
a mesma situação:
um vazio em mim.
Estou vazio.
Sinto-me
um zero à esquerda.

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