As rugas
Não são do tempo
São do sol
Do mato
Do milho defolhado
Da fazenda em combustão
Do carvão que se desfaz
Da terra presa nas unhas
As rugas
São fábulas perdidas
Na rudeza da época
As rugas
São asfalto do Estado Novo
São carícias de Salazar
As rugas
São o grito entalado na derme
São o artifício da mulher silenciada
Esta mulher carregava
Nos olhos
A navalha
Da revolução
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski