Há anos ninguém aprendeu 

e nem mais ensinou 

nesta porção continental 

a olhar para o alto

do nosso Hemisfério Austral.

 

Onde a posição, a voz 

e a memória indígena

são todos os dias cortados

até em meio aos Andes,

Das lágrimas do povo

aguayos têm sido tecidos,

Nenhum dos capítulos 

serão por mim esquecidos.

 

Por audácia e pretensão 

continuo por herança 

se a tal que incomoda,

A guerra sempre é 

a dileta filha da fofoca,

Por isso quero ser sempre 

que a minha língua

seja a espada que a corta.

 

Olhos e mente de Condor 

sem pausa diante da vista,

ainda seja por pura poesia; 

Porque a América do Sul

não merece virar nostalgia.

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