Ninguém ou qualquer

situação rompe a paz

de quem assumiu a paz

como filosofia de vida,

sem precisar performar

para ninguém no dia a dia,

o que fascina ou não;

busca só o que faz bem

ao redor e ao coração.

 

A real autopreservação

feminina não é nenhum

pouco da boca para fora,

não tem nada a ver

com abrir trincheiras,

e nem carregar desespero

por qualquer validação:

é manter para si a direção.

 

Como a haste de uma

íris-da-praia em maio,

em alguma restinga

em Santa Catarina,

se dobra diante da força

das correntes, tal qual

reconhece quem é

ou não capaz de a deixar

de joelhos, e se tornou

o habitante dos secretos

e fascinantes devaneios.

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