Flor-de-maio
Penetrei na tua alma
sem sequer roçar a pele,
com rebeldia indomável
na tua carne venerável.
Causei a mais rara insurreição,
íntima, profunda e perene,
ao invejar o próprio Sol
que ousa aquecer a tua pele.
Ninguém arranca o regresso.
Não há guerra nem distância:
nós moramos dentro
com sublime juramento.
Nem que o Hemisfério Austral
se levante contra nós,
é tempo de apreciar
o silencioso e raro florescer
em paz da Flor-de-Maio.
Chegará o momento
de rasgar todos os protocolos,
de dar de ombros
aos falsos escudos
das nossas Américas.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Marítima alusão da vida
no convés de mim singro minhas águas as que fluem do riso as que nadam as lágrimas quase todas resumidas nas correntezas que lavro atrav…
AurelioAquino
So sad he had to go
So sad he had to go
Yes he was suffering a lot
He was an alcoholic also
He used to drink like fish
Yes he was destroying his liver
A…
Aldo gabbay kraas
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*