Flor-de-maio
Penetrei na tua alma
sem sequer roçar a pele,
com rebeldia indomável
na tua carne venerável.
Causei a mais rara insurreição,
íntima, profunda e perene,
ao invejar o próprio Sol
que ousa aquecer a tua pele.
Ninguém arranca o regresso.
Não há guerra nem distância:
nós moramos dentro
com sublime juramento.
Nem que o Hemisfério Austral
se levante contra nós,
é tempo de apreciar
o silencioso e raro florescer
em paz da Flor-de-Maio.
Chegará o momento
de rasgar todos os protocolos,
de dar de ombros
aos falsos escudos
das nossas Américas.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia