Fincar-se na terra, semear-se,

permitir-se crescer, florescer

e frutificar-se como o pomar

de frutas doces entre rochedos

e os ventos, para alimentar

o pavão em todas as estações,

é o meu mais ambicioso plano,

literal, secreto e paradisíaco,

para a celebração romântica

da revelação do seu colorido

entre as minhas montanhas.

 

Obedientes ao rito da primavera

e à maturidade que exige

de ambos os dois pés na terra,

embora estejamos flutuando

e o tempo esteja passando

como o rio entre as pedras,

nossas mentes e corações

todos os dias se encontram,

desde o primeiro dia em que nos

conhecemos, estamos namorando.

 

São inatos nas nossas veias

a dedicação, a consciência e o sacrifício,

à altura dos desafios, em nome

das conquistas grandiosas

que incluem a honra e a liberdade.

 

Por isso, tornarmo-nos o grande amor

um do outro é inevitável,

porque está escrito no Universo

que, em breve, despejados dos egos,

reuniremos nossos hemisférios

como águias que não temem

cruzar céus e montanhas.

Seremos espada e escudo —

vitoriosos diante das batalhas.

 

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