Falcões-peregrinos

Não tem nada a ver com clichê,

não existe ninguém como você,

e não preciso sequer reiterar.

 

Tens a capacidade de capturar

o voo dos meus sentidos

que, como falcões-peregrinos,

te aceitam como o mais 

distinto de todos os ninhos,

e não reagem mais

a outros novos destinos.

 

Seja no sobrevoo ou fincada

nas terras das três Américas,

levo o código de reconhecimento

inabalável, com o fogo eterno

no coração e no pensamento.

 

Tal qual a dança das alvoradas

na Baía de Babitonga,

reconheço sem conta

que existe gente que conversa

a vida toda e não alcança

o que uma única mensagem tua

é capaz de comigo fazer:

 

Tu tens potencial completo

para inteiramente me render,

e tu às minhas mãos pertencer.

 

Mesmo quando se afasta 

por qualquer motivo em silêncio,

não me aflito porque dentro 

o porvir está sendo construído.

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