Jorge E. Leal

 

Se me vires por aí,

nua e crua prótase,

vento no rosto caí,

voando em êxtase.

 

Com olhares me vê,

em teus sonhos mil,

ainda que tu não crê,

deixais saudade, viu.

 

Mesmo diante da tua,

iconóstase blindada,

saiba que te vejo nua,

musa de alma sagrada.

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