PRIMAVERA
(COLETÂNEA "ALMA LATINA", 7)
PRIMAVERA
Fechei a porta ao tempo
da escuridão dos dias.
Abri a minha alma
às promessas de luz,
de sonho e de vida
nos ramos das árvores.
Deixo que o sol
me ilumine os olhos,
faíscas claras
no bulício das águas.
Como precisava
que chegasse o momento…
Afasto-me da porta.
Embriago-me de primavera.
José António de Carvalho, 22-fevereiro-2026
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