Minha não existência.
Meu bom viver
é de loucura, que se desnuda
como uma criança e todos
me beijam com ternura.
Alcanço alegria nas coisas
simples, mas choro nas
minhas travessuras.
Abraço a mim mesmo
em extasse corporal
de meu coração , que se lança
ao vazio da minha loucura
sem perdão ... me joga ao chão
me fazendo dores pelas
minhas travessuras.
E hoje nada existe de um
remoto passado... a não ser
meus ossos , que levam minha
carne escura; e minha vida parece que
nunca existiu. oh... morte me
faça ser um vazio nesta noite
que me é tão escura.
Ademir o poeta.
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