Carqueja
Juro, com sutil engenho,
dos pés à cabeça,
pôr os teus poros unidos
aos meus, como quem
une torcidas organizadas
no mesmo estádio,
onde o grande gáudio
será, entre nós, o prazer
de amar sem arrefecer.
O prêmio do teu amor,
não tenho dúvida:
que ele me pertence
do amanhecer ao anoitecer.
E tu tens o meu pertencer
solene nas tuas mãos
com toda plenitude
e o romântico querer.
Com gentileza, flor e chá
de carqueja que o meu
amado avô me ensinou;
Decidi testar águas
em versos para tocar
o seu coração como
ninguém jamais tocou:
Estou pronta para o jogo
alto que nunca na vida
ninguém jamais jogou.
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