Sem ter pressa de nada,

construir com encanto,

fiel aos vínculos afetivos.

Um elevar o outro como

a sua tão querida fonte

de ocitocina favorita;

fazer o coração confiar,

cultivar a intropatia

e crer que é possível

viver com generosidade.

 

​Abraçá-lo por inteiro,

abraçar tanto

até a tua alma alcançar

e com a minha se encaixar;

brincar como se ainda

fôssemos crianças

com animais de estimação,

e não permitir que nada

desoriente o coração.

 

​Manter à disposição

a nossa companhia

de quem precisar da gente,

manter-se perto

das pessoas queridas;

não permitir que

nenhuma intranquilidade

entre nas nossas vidas,

para que o amor entenda

que ele é feito para durar.

 

​Quando for percebido

o risco de desapaixonar,

recordar que é possível

se apaixonar várias vezes

por tudo aquilo que fez

a gente se encontrar

e com amor nos enveredar;

de igual maneira que depois

da florada do guanandi,

saberemos o momento

certo dos frutos encontrar

para o nosso paladar adoçar.

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