Nem toda ausência faz barulho
Há partidas
que não fecham portas.
Continuam morando
nos mesmos lugares.
Sentam-se
à mesa.
Dormem
na mesma cama.
Respondem
às mesmas perguntas.
Mas já não habitam
o mesmo encontro.
Nem toda ausência
vai embora.
Algumas apenas
deixam de permanecer.
E é nesse silêncio,
quase imperceptível,
que o coração aprende
que proximidade
e presença
nunca foram
a mesma coisa.
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