A pauta invisível da alma
Todos os dias
a vida escreve
uma pauta invisível.
Não sobre compromissos.
Nem sobre horários.
Mas sobre aquilo
que realmente importa.
Há dias
em que o exercício
é perdoar.
Outros,
é partir.
Às vezes,
é permanecer.
Em silêncio.
Às vezes,
é aprender
que descansar
também é coragem.
A alma
raramente grita.
Prefere pequenos sinais.
Uma inquietação.
Uma paz inesperada.
Um encontro.
Uma lágrima
que nasce
sem motivo aparente.
Quem aprende
a ouvir essa linguagem
descobre
que a vida inteira
sempre esteve
tentando ensinar
a mesma canção.
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