Flores e Borboletas
Volto ao jardim novamente,
Somente para contemplar a beleza das flores,
Não sou como as abelhas que pousam de flor em flor,
Sugando-lhes seu nectar até a última gota.
Sou jardineiro de uma só flor.
Olho para as borboletas,me parecem felizes.
Sofreram tanto para sair do casulo,
E gastam seu precioso tempo entre as flores,
Nos campos onde elas parecem existirem só para adorná-los.
Vale a pena viver um dia somente,se for para morrer num jardim.
Onde elas exalam seu suave perfume,
Onde elas morrem para renascer mais belas.
Um dia eu quis colecionar flores,
Assim como também, colecionei um dia borboletas,
Mas percebi um tempo depois o mal que cometia.
Pois se amo tanto a liberdade,
Porque tirar esse direito de coisas tão indefesas.
Pois se a beleza dessas coisas está em elas serem livres,
Totalmente livres,para nascerem e morrerem em qualquer lugar.
Amei tanto uma flor,mas meu fascínio e meu egoísmo,
Em querê-la só para mim,
Me fez esquecer de cuidar devidamente dela,
Regando-a,deixando-a respirar e revigorar-se com a luz do sol.
Eu a vi murchando aos poucos,
E nada fiz para evitar que ela se esvair-se totalmente.
Hoje quando volto ao jardim de onde eu a tirei,
Me arrependo e choro de saudade e de esperança,
De poder um dia talvez entre tantas flores belas,
Encontrar uma rosa tão perfeita como aquela
que um dia arranquei do jardim.
Sou jardineiro de uma só flor que já murchou.
Sou borboleta sem saber para onde vou,
Procurando uma flor entre tantas,
Somente uma para depositar em suas pétalas meu amor.
Sou um negro escaravelho,disposto a morrer enclausurado,
Nas pétalas de uma única flor,
Ignorando seus espinhos,embriagado com seu perfume,
Saciando-me com seu mel,
Morrendo por amor,renascendo para o amor.
Quero ser eternamente livre,
Como uma borboleta que deixa de ser
uma lagarta, prisioneira em sua morada,
Quero deixar a terra para viver no céu.
Somente para contemplar a beleza das flores,
Não sou como as abelhas que pousam de flor em flor,
Sugando-lhes seu nectar até a última gota.
Sou jardineiro de uma só flor.
Olho para as borboletas,me parecem felizes.
Sofreram tanto para sair do casulo,
E gastam seu precioso tempo entre as flores,
Nos campos onde elas parecem existirem só para adorná-los.
Vale a pena viver um dia somente,se for para morrer num jardim.
Onde elas exalam seu suave perfume,
Onde elas morrem para renascer mais belas.
Um dia eu quis colecionar flores,
Assim como também, colecionei um dia borboletas,
Mas percebi um tempo depois o mal que cometia.
Pois se amo tanto a liberdade,
Porque tirar esse direito de coisas tão indefesas.
Pois se a beleza dessas coisas está em elas serem livres,
Totalmente livres,para nascerem e morrerem em qualquer lugar.
Amei tanto uma flor,mas meu fascínio e meu egoísmo,
Em querê-la só para mim,
Me fez esquecer de cuidar devidamente dela,
Regando-a,deixando-a respirar e revigorar-se com a luz do sol.
Eu a vi murchando aos poucos,
E nada fiz para evitar que ela se esvair-se totalmente.
Hoje quando volto ao jardim de onde eu a tirei,
Me arrependo e choro de saudade e de esperança,
De poder um dia talvez entre tantas flores belas,
Encontrar uma rosa tão perfeita como aquela
que um dia arranquei do jardim.
Sou jardineiro de uma só flor que já murchou.
Sou borboleta sem saber para onde vou,
Procurando uma flor entre tantas,
Somente uma para depositar em suas pétalas meu amor.
Sou um negro escaravelho,disposto a morrer enclausurado,
Nas pétalas de uma única flor,
Ignorando seus espinhos,embriagado com seu perfume,
Saciando-me com seu mel,
Morrendo por amor,renascendo para o amor.
Quero ser eternamente livre,
Como uma borboleta que deixa de ser
uma lagarta, prisioneira em sua morada,
Quero deixar a terra para viver no céu.
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