para Luis Represas

Assim perdidamente o tempo defenestra-se
pelas pilastras celestiais, até de mansinho pousar
entre os timbres famintos de uma lágrima tão crucial

Assim perdidamente o silêncio jaz ali e eclipsa-se
junto ao féretro das palavras amáveis e eloquentes
Ampara todo o decurso de cada murmúrio tão indigente

E numa luminescência torrencial a música flameja
entre todos os olhares tão intemporais…tão torrenciais
No seu derradeiro turno o dia fenece triste, sedento e imperial

Frederico de Castro

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