Durante quinze dias ficou meu corpo
em clausura  - e neste passar de
 tempo  - que mais parecia uma
grande eternidade se tornou  muita amargura.

Meus olhos ardiam - minha alma se desprendia
em noites de sonos profundos - nos quais
vinham sonhos  de criaturas alienigenas - em
grandes labirintos de rachaduras.

O tempo passava bem rápido  e meus
tormentos se acumulavam - pois não conseguia
acordar a tempo de me recuperar 
desta  longa tortura.

E finalmente acordei ... muito alegre , pois
tudo não passou de um grande e tormentoso
sonho - alienados durante este meus
longos e exaustivos anos.

Assim foi nestes dias longos - em que 
passei esta minha clausura  - com
muitas desventuras.

Ademir o poeta.

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