OS BÊBADOS
A aldeia sabe porque não se dorme
sem a paina do amor, aprendeu
mover-se entre o colar de brasas
e picadas da fome e do medo, yes
a aldeia está cheia de borrachos
e bêbadas, nenhuma criânsia nasce
apenas chora sob praças e ruas
cheias de prédios e pontes vergados
feito alcóolatras inveterados
cujas entranhas não dizem nada
porque à noite ela transforma-se
numa alcova de tatus e minhocas
num abrigo de morcegos e ursos
hibernando sua tristura; e acima
das cabeças de todo o populacho
estranhos/conhecidos ruídos
vergam a última escola e emplumam
com cinzas e poeira e enxofre
o derradeiro leito hospitalar.
Levemente embriagados
Deus e Pedro e doze mil apóstolos
no ronco baboso dos justos.
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