Sinto a poesia respirar dentro do meu peito.
É como se outra vida habitasse meu corpo...Uma vida paralela onde a criação e as lembranças passassem pelo crivo da harmonia...
Um outro coração pulsa e faz correr o sangue das palavras por dentro das artérias e veias dos versos.
Exalo os aromas da imaginação e transpiro amor.
É quando o poeta descansa da insanidade humana e deixa-se acariciar pelos sonhos e pelas ilusões, como um voo livre de um pássaro, sobre o mundo dos desejos e anseios.
Florescem ideais nos canteiros dos pensamentos. Frutificam nas árvores da liberdade, verdades maduras que podem ser colhidas e saboreadas sobre a sombra da frondosa felicidade.
Posso agora descansar meu peito arfante e adormecer, deitado sobre a relva da realização.
Fez-se o poema.

A poesia de JRUnder

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