A Dança das Máscaras

Na praça pública a festa começou

cada criatura o seu papel encenou

Sorrisos falsos na vitrine da dor

fingindo a graça de um falso calor

 

Ninguém ousa mostrar o rosto nu

temendo o julgamento de tu e de eu

Vivemos presos na representação

esquecendo o brilho do coração

 

A careta bonita esconde o pranto

enquanto o mundo exige o encanto

de uma alegria que não existe

no peito de quem caminha triste

 

Trocamos a verdade por aceitação

vendendo a alma por validação

sem perceber que a máscara pesada

só nos afasta da estrada amada

 

Até que caia o disfarce no chão

e sobre a alma em sua nudez e perdão

mostrando ao mundo que ser de verdade

é a única forma de ter liberdade

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