Guardamos mágoas como tesouro raro

pagando por isso um preço amargo

O rancor corrói quem carrega o mal

em um cego ciclo frio e mortal

 

Perdoar é um ato de pura coragem

que liberta a alma dessa viagem

Quem solta a corda do velho passado

vive o presente mais sossegado

 

O ódio é um veneno que a gente bebe

esperando que o outro destino receba

Mas quem padece com a dor contida

é quem alimenta essa ferida

 

Soltar o passado é abrir a janela

para que entre a luz e a cor dela

Deixando o vento levar o rancor

que sufocava o peito de dor

 

A vida é curta demais para a rusga

para a ira cega que a alma esmaga

Melhor é a paz de quem sabe esquecer

e renascer livre para poder viver

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