Procuramos a paz em lugares distantes

em bens materiais e em amores instantes

Corremos o mundo buscando a razão

sem perceber que ela habita o porão

 

Do nosso próprio e modesto interior

a paz não se compra com ouro ou valor

ela brota mansa de dentro da gente

quando aceitamos o fluxo presente

 

O externo engana com seu falso brilho

mostrando atalhos que levam ao trilho

da desilusão e do vazio profundo

que consome a alma neste vasto mundo

 

É preciso parar de correr e buscar

sentar em silêncio e apenas olhar

para o templo sagrado que há no peito

onde o divino habita perfeito

 

Pois a resposta que o mundo não dá

é o silêncio da alma que sabe habitar

o próprio refúgio de luz e de calma

curando as feridas de dentro da alma

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