Se as instituições nos comem os ossos, o fígado e os neurônios, mas não o sexo,
caberia aos assaltados algum relevo na sua fala, cobrar algum dízimo
de alguém como o vizinho que sempre se cala, ou caberia apenas desvestir 
o pijama, e sair para o riso diário na feira onde felizes ratazanas roem senhas ?

O que dizes, cidadã, de ti, de todos nós, neste e noutros momentos
da sociedade, pássaro emplumado, ortodoxias roendo filosofias, ou seja, o velho
jogo de sinuca, o antigo enganar do jogo de baralho, a paciência no xadrez.

Vamos ao céu
da boca ? Talvez lá se possa entrar por alguma fresta, e sondar o breu das tocas.

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