nos azulejos da cozinha
um repentino rio
a criança acalentada na cadeira de balanço
ventos que correm flores
o sangue no trajeto
três estrelas dispersas que brilham
a mariposa morta está à esquerda
ao lado do quadro de São Jorge
o obscuro ao fundo
há muito pó de café pelos cantos
há um santo e um vão
entre o fogão e a pia
há um pouco de tudo
e nenhuma vontade de estar aqui.
(Kátia Surreal)
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Ela tão rica e eu tão póbre.
Como fazer para conquistar um grande amor... eu não sei como tal fato acontecer > somente uma sorte nesta vida a de me dizer. Como v…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
O VERDADEIRO AMOR
O amor dói na alma ardente De quem ama de verdade É um sentimento envolvente Que floresce com lealdade. É mistério sem explicação Que ni…
miltondacosta
NA SOMBRA DOS DESEJOS
Na sombra dos meus desejos, Fico perdido a pensar, Procuro luz nos seus olhos, Mas não consigo encontrar. É tão escuro o seu amor, Que m…
miltondacosta
Pedra secular.
Passei uma manhã e uma tarde descriminado da vida... sonhando por demais com amores por muito tempo já perdidos e esquecidos. São verdad…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*