Quantas vezes quisemos ajudar alguém,

Uma voz sussurrou nos nossos ouvidos.

O egoísmo se chateia perante a ideia de dividirmos,

E nos convence que devemos contar com ninguém.

 

Às vezes quero ver-te em cima,

Mas tenho medo que fiques tão alto.

Se queremos ver todos bem de vida,

Donde nasce então todo esse pranto?

 

Humildade é uma questão de tempo,

Ou ainda não me senti em ligeira desvantagem?
O amor pela reputação é mais forte do que o amor por aquilo que é recto,

Não quero ceder, nem ser chamado de covarde.

 

Quanto me preocupo com a opinião dos outros?

Não falei com ele, porque achavam-no pobre demais.
Que faria eu com aquele jovem morto?

Minhas amigas têm todas parceiros especiais.

 

E ri quando lembrei das coisas tolas que fiz,

Porém choro, quando penso nas pessoas que perdi.

A minha consciência sempre soube que estava a mentir,
E agora só me restam lembranças ruins.

Eu quis pedir ajuda, e lembrei que estava deitando tudo a perder.

Quem me dera sentir os teus suaves abraços!

Agora, dentre nós quem dará primeiro o braço a torcer?

Eu amo a mim mesmo, não quero ficar mendigando.

 

Quanto à minha religião, foram os perdidos quem me socorreram,

E o amor surgiu donde poucos esperavam.

Sem textos, nem pregações, eles me converteram,

Com amor, bondade e carinho eles me salvaram.

 

A fé é a prova daquilo em que acreditamos,

Os textos provam a nossa eterna salvação.

As obras confirmam apenas que somos salvos,

O espelho permanecerá sempre um símbolo de reflexão.

 

Então, não importa quão bom sejas,

Olhe para ti mesmo, e depois julgue.

Pela graça, Deus a todos salva,

Olhe para ti mesmo, por favor, examina-te.

 

 

 

 

 

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