De silêncio em silêncio 
o amor cava seus túneis
estaca galerias para o futuro
próximo e o futuro distante, sim
de cansaço em cansaço
o amor deita-se já pronto
para o novo dia de sua arquitetura
de sua trama já quase pronta
e a vítima sem saber de nada.
De silêncio em silêncio
o amor apronta seu posse.
E a vítima sem saber de nada.

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