Uma voz de ti  - vem sempre  do entardecer
ao anoitecer ... e muitas estrelas estão
começando a clarear  - nesta minha
doce ilusão.

Você eu nunca vi ... não sei se tu és morena -
- loura - mulata -  ou uma mulher cujo corpo -
não consigo ver > sem que tu não estejas
neste meu coração .

Uma voz de ti - ouço também nas madrugadas -
abro a porta e pulo ao telhado - e procuro
no firmamento tua figura  ainda na escuridão.

Você não aparece  - somente o começar
 voar dos emigrantes pássaros .

O que faço eu... desço e vou a janela 
ainda bem aberta > e te vejo pela primeira
e única vez  - tu és minha fada > confeço
em meu passado que nunca morreu.

Tão místicos eu sempre aplicando
minhas mágoas - na minha ilusão de coração.

Ademir o poeta. 

3 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.