Serra
Na Serra, onde o frio cortante abraça a carne,
E o céu, carregado de cinza, invade o olhar,
Sinto a alma acalmar-se no silêncio que o vento traz,
Nessa terra onde tudo é simples, mas profundo como o mar.
Sento-me à porta da casa, feita de madeira e histórias,
Olho os campos vastos e as montanhas imponentes,
E tudo que vejo é um presente dos Deuses,
Um legado em cada folha, um sussurro em cada semente.
O vento, mesmo em sua calma, sussurra os ecos do passado,
E nas nuvens, vejo os espíritos antigos que ali repousam,
Eles falam nos murmúrios das árvores e no canto dos pássaros,
Guiando-me pelas trilhas esquecidas, lembrando-me dos pactos selados.
Ao longe, o rio serpenteia, levando as promessas feitas ao norte,
E eu, aqui, sou testemunha da verdade que não se apaga,
Escuto as vozes ancestrais, que me chamam, que me ensinam,
Que em cada passo, me conectam à terra que nunca se desfaz.
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