Minha alma se apequena  - 26/04/2015    

Minha alma se apequena

Ante Tua majestade,

Nem Maria Madalena

Mereceu maior piedade.

 

Se revolvo erros passados

Neste cruel pensamento,

Os meus dias estão contados,

De nada vale meu lamento,

 

O tempo reduz a cinzas

Pretensões e fantasias,

Destas ideias ranzinzas

Que põe a alma em frias.

 

Onde nasce este tormento

Que a alma dilacera,

- Nem as rajadas de vento

As leva pra biosfera.

 

Falta-me sempre o bem

Enquanto o mal me sobeja,

Eu não desejo a ninguém

Esta sina malfazeja !

 

Trago ausente o sentimento

Dum gesto puro e humano,

Que leve o contentamento

E não cause nenhum dano.

 

Meu coração magoado

Foi lançado à dura sorte,

No amor foi maltratado

Que tal, não seja na morte !

 

26/04/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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