CINQUENTA ANOS DEPOIS !.. -  03/01/2006

Vês agora tu, a dor da minha desventura
Alma sedenta de amor de tempos idos,
Sabor deste momento perdido nos anos
À mercê do despojo de tantos desenganos,
Esperanças fugazes em prantos carpidos
Propenso ao amor, ávido de ternura.

O tempo tirano, o amor adormece
Quem sóis vós de dons encantadores,
Que a paz me tirais, regendo meu fado
Fulminante dor, estímulo tocado,
Num gesto amado, dulcíssimos favores
Junta os pedaços de meu coração e tece.

Cinquenta anos de sonhos e clamores
Ouve a cruel incerteza da saudade,
Que a dor profunda a delirar abriga
Suspiro há tanto tempo, coisa antiga,
Desde os primórdios da minha mocidade,
Fartando meu coração de dissabores.

Em sonho fascinante teu amor mantive
Não há poder no mundo, que mude a sorte,
Pouco a pouco o Ser sucumbe à natureza
Se teu regresso aponta, sou tua presa,
Dar-te-ei mil beijos, num abraço forte
Amostra dos desejos que por anos tive.

Se tudo não passou de um sonho lindo
Quem sóis vós que meus sonhos dominais,
E dais alegria a um feliz momento
Acendeis de vivas cores vasto pensamento,
No mais sensível dos amantes geniais
Em doce encanto, que ao despertar é findo!


São Paulo, 03/01/2006 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E Canal no WhatsApp: Brisa da Poesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

3 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.