Já não sei o que fazer com meus
vazios elétrons ... as vezes fico penando
nestes pensamentos que nunca vem , para
construir  ou me destruir - para sempre.

As vezes o vazio de uma rua , me torna
um corpo sem alma - sem o sopro -
sem vida -  e inconsciente  - e até o silêncio
de um bichano  acho comovente.

Nestes pensamentos que nunca vem,  vejo
nas ruas das escuridões  -  os guardiões -
das noites em que meu corpo cansado :  passa
 saltitando como  animal inocente.

E tem muitas vezes que um corpo  - sem o
sopro da vida - fica sem movimentos ,
pois minha alma está adormecida > passeando
nos campos elísios  , todo 
de cores amarelas e verdes vibrantes.

Então... fico a pensar  pela primeira vez -
quando meus elétrons ficam todos
ligados - fervorosos - alegres - passeando -
me deixando viver  nas águas que 
passam pelo corpo como sangue.

Ademir o poeta.

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