É UM... SEI NÃO!

Vibra a malta enganada,
Pensando ter visto a vitória,
Era coisa toda armada,
Baixaria para a história.

Caíram todos no conto
Do vigário loroteiro,
E não tiveram desconto,
Nem direito a regateio.

Viram o que mostraram,
Uma farsa bem montada,
Depois que acabaram
Festejaram a patacoada.

Eram todos canalhas,
Dali não salvava um,
Cada um escondendo suas falhas,
Como quem esconde o pum.

Vieram fazer teatro,
Para enganar a massa,
Que jogada no asfalto,
Não sacava a trapaça.

Bandidos se fazendo de honestos,
Honestos ficando cegos,
Se deliciando com os restos,
Enquanto os ratos espalhavam pregos.

Uma comédia de desastres,
Mas que não era engraçada,
O povo era o descarte,
Bagaço da laranja chupada.

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