O Azarento.
Minhas manhãs estão solitárias - sinto
a falta de companheirismo , de uma mão para
me segurar ... pois vivo em um mundo :
De tantas amarguras , que até o sol resolve se
esconder atras das grandes árvores ... que estão
cheias de frutos e pássaros a cantar.
Eles estão felizes , e eu ! eu estou a chorar...
um choro de silêncio , de soluços se espalhando
em uma manhã de sábado no ar.
Estou escrevendo no automático - pois ouço
bem ao longe um piano a tocar Chopin , e com tanta
delicadeza que as mãos de quem o tocam estão a brilhar.
Estas manhãs estão se repetindo a dezenas de anos
soluços repetidos - falta de amor - e de uma
verdadeira mulher - para me acalmar.
Bem ! o que me dá desgosto é realmente a
falta de amar. pois nunca tive alguém para
me dizer ... com você vou estar.
A bem de uma verdade : nunca escolhi , nem
reneguei um amor, pois todos os que amam , se sentem
mais felizes neste mundo de agora - eu que sou de muito azar.
Ademir o poeta.
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