E de repente...somos nada

E…de repente num breve instante
SOMOS NADA, somos grãos de poeira
Assentes nas prateleiras do tempo quase mesolítico
E…de repente num breve instante do tempo magnífico
SOMOS NADA, somos solidão espelhada num eco metafísico
Uma tela de cores espargidas por um sussurro apocalíptico
E…de repente num instante, fenece mais um poente artístico
E nós vadiando, SOMOS NADA, no centro de tantos sóis graníticos
Abocanhados pelas mandíbulas ferozes dos silêncios tão ansiolíticos
Frederico de Castro
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