O VISÍVEL NAS ALDEIAS
Era de fato uma aldeia para poucos se aventurarem nela devido ao seu ar indeciso infecto e flutuante que não tem nada da sombra que sempre nos acompanha a nos dizer: Cuidado olha que no chão há uma pedra ou um caroço de manga se não muitas nozes caídas de castanheiras Ó todo cuidado é pouco contra as artimanhas de cada dia e cada noite passados em vão mas a serem estudados com atenção e debitados por perda definitiva.
Lembra que as cidades visíveis não são visíveis de todo, há outras por trás daquela que a gente vê e sente mas que não pressentimos seu maquinário de moer carne bem por trás das propagandas de sorrisos encantadores e pernas e seios de fora, Ah hoje tem jogo grande coisa é delirar dentro da lama ou dentro da areia movediça social de todo santo dia pagão.
Morri morreste morremos todos feito lemingues morremos todos os dias fazendo escala rumo ao pior que se possa inventar para cada 1440 minutos [dia], Ó vida margarida de panos e drones na cabeça e muita pergunta: Onde é que NÃO mora a destruição onde é que a morte não dá todas as cartas e onde é que mora o sossego, isso porque já fiz o que eu tinha de fazer: subir a escadaria e matar a velha usurária, sim eu Raskolnikov jovem promissor como todo jovem é, e que por isso mereça reconhecimento social e não essa prisão disfarçada com o nome "reconhecimento facial", Ó vida solerte Ó ruas de mambembes Ó noites de morcegos humanos Ó sexo avariado doentio Ó Sancho Pança velho amigo consciente das perebas do mundo: parece que ainda nos resta rir de bom rir, bem longe de um lugar o qual eu também, assim como o Quixote, "não quero me lembrar"...
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