O caminho de volta
Olha que coincidência...
Se tem uma coisa que eu sei,
é que tudo que vai
precisa, de algum jeito, voltar.
É a lei natural das coisas.
A maré vai,
mas volta para a praia.
O dia acaba,
mas volta com o amanhecer.
As estações passam,
mas sempre encontram
o caminho de volta.
E aquilo que um dia foi verdadeiro,
por mais longe que vá,
parece sempre encontrar
um caminho de volta para casa.
Talvez seja por isso
que o tarô insistia em dizer
aquilo que meu coração
já suspeitava há tanto tempo:
coisas do passado
voltariam com toda a força.
E voltaram.
Dessa vez,
parece que o tempo voltou.
Voltou para quando
nossas mãos estavam unidas.
Para quando o mundo parecia menor
e nós parecíamos suficientes.
Voltou para aquele lugar
onde tudo fazia sentido,
onde bastava você,
bastava eu,
bastava nós.
Parece que o tempo girou,
deu a volta inteira
e nos trouxe de volta
exatamente para o lugar
onde um dia fomos felizes.
E agora que estamos aqui,
eu entendo:
talvez algumas histórias
precisem se perder
para aprender o caminho de volta.
Talvez algumas mãos
precisem se soltar
para descobrir como se segurar
com mais força.
Talvez a distância
tenha sido apenas o caminho
que a vida encontrou
para nos fazer voltar
um para o outro.
E dessa vez,
Quero apenas ficar aqui,
com a sua mão na minha,
sabendo que, depois de tudo,
o caminho nos trouxe
de volta para o mesmo lugar.
Nós.
Carlos Henrique Rodrigues Roque - 02/10/2026
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