O País do Não-País. (1976)

            O País do Não-País é belo como uma águia planando.
            É longínquo, como o não existir.
            É macio, como a teia que converge para o centro.
            Desconhecido, como o despertar em sobressalto.
            Nulo, porque encerra tudo em si mesmo.
            O País do Não-País está onde não estão as estrelas,
            e coincide com elas, ao contrário da luz,
            como um espelho reflectindo o voo de gaivotas.

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