Prisão
Montanhas em minha vista
não rumo para lá, agora, já
não é minha casa e nem será
me finjo então em ser artista
Ouço patas de aranhas
e do mosquito a asa
a poça é sempre rasa
do sangue das entranhas
solto o surdo grito
de alguém que ganha
a cegueira estranha
de perder o mito.
não rumo para lá, agora, já
não é minha casa e nem será
me finjo então em ser artista
Ouço patas de aranhas
e do mosquito a asa
a poça é sempre rasa
do sangue das entranhas
solto o surdo grito
de alguém que ganha
a cegueira estranha
de perder o mito.
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