Tudo que a natureza não quer que eu
veja ... imagino no meu corpo -  as grandes
cachoeiras  - originários dos grandes 
rios , que circulam a terra como  (serpentes.)

E nas suas margens existem milhares de
animais ... centenas de flores - de cantares de
tantos pássaros , que mais parecem uma
uma porção de cantores (gentes).

E no corpo sinto as pequenas casas , brilhando
como um sol nascente.

As grandes cachoeiras caem de montanhas
tão altas - que o vale fica todo verde -
com a neblina as flores ficam tão vivas
em suas cores reluzentes. 

Assim nos falam os humanos que estão
sem visão do esplendor de toda esta
bela e riquíssima criação. 

Tudo que a natureza não quer que eu 
veja... vou imaginando  - vou criando - vou amando -
os animais campestres - os pássaros dos vários céus - 
e as águas tão claras  como  brilhantes.

E para completar vou até os grandes rios -
onde tomo meus banhos nas águas tão calmantes.

Ademir o poeta.





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