Tudo nascerá por si só II

Aos domingos nossa rua do bairro
fica deserta... fico sentado na varanda observando
o silencio e um vento frio - com umidade bem alta.
olho para os paralelepípedos agora molhados 
pela chuva fina que descem dos céus.
Com sinceridade - na onda de minha mente
me da vontade de mergulhar de cabeça e
nunca mais voltar ...para a superfície 
desta terra - que me renega todos os dias.
Lá com certeza estarei já enterrado 
para sempre ... onde tudo nasce por si só  -
e cá penso eu  > então vou viver de novo.
E que Deus tenha piedade de minha 
antiga e nova alma.

Ademir o poeta.


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