ananke ó deusa
na geografia palmar
as moiras tecem as linhas
como quem baila
a infinitude de uma frequência musical
súbito ó deusa
vejo-vos guiais minha vida
transito por entre as vias salomônicas
cruz alguma ou mesmo a lua
transmuta a ordem de vosso desfecho
o encontro estrelar
ó deusa
por entre tridentes e certas correntes
ainda que cáli siga tracejando ilhas
obrigais-me aqui estar
ó deusa ananke
de períodos tão distantes
desde a infância
estou atravessando por vosso comando
a nossa rigidez une ambas as mãos
qual enfim o destino
poupai-me da demasiada angústia
dessas múltiplas ramificações
da rota que continua.
(kátia surreal: 21/10/2026)
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