Se acaso 

Não tivesse eu 

Idealizado a singular formosura Tua

Em simplicidade primitiva 

E desejo

 

Desnecessário 

Para mim seria

Tão somente 

E apenas 

 

Clamar à perfeição 

Pelo Teu ser 

Sidéreo

 

Em nome da causalidade não diversa

Eu tentei compreender

A fatal entidade rútila

Na sua mínima proporção 

 

Eu 

Outra vez mais

Na minha notória ânsia 

Em descortinar 

 

Causas

Efeitos 

O repentino 

 

Assim

Eu contrariei

A lei

Da sagrada natureza

 

Que para não sucumbir 

Necessita 

De uma grandiosa devoção 

E dum singelo mestre

 

Pudera!

 

Eu ter sido 

Esse emergir humano 

Repleto de doçura e pureza

 

Ser rebento 

E luz diurna 

Cotidiano artífice do próprio destino 

Que tudo faz

 

Ah! 

Se ideal fosse o tal momento 

Para que eu 

Assim o compreendesse 

Em todo o seu significado 

E beleza 

 

Veneranda

A Tua presença 

Cair o véu deixaria 

 

E o seu êxito não se faria necessário esperar

 

Tão logo

E claro 

Se faria ouvir no absoluto 



Tu

 

Para mim mesmo

Certeza reivindicatória 

O longevo 

E o porvir

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