Minhas palavras se tornam 
ventanias ... pois ninguém as ouvem.
Minhas escritas se tornam 
garranchos ... pois não as leem.
Minhas poesias e meus poemas  se
tornam chuvas eternas... pois para esta
terra ela se torna um sustento.
Não lamento , mas me torno um ser
cada vez mais com tormentos.
Minhas caminhadas pelos tempos
se tornam desertas... pois parecem
que nunca tive existência > mas queiram
ou não estou aqui - onde habito a longos
anos ou décadas ... por insistência da minha
própia vida. Que insiste em permanecer nas
ruas desertas de uma cidade , onde somente
os manequins das vitrines ... me olham com
indulgências.

Ademir o poeta.


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