O vagar da derrota
Não sei andar sozinho por essas ruas *
quase sem retorno pelo mesmo caminho, não
antes estar de braços com o marasmo
ser de ventanias com o diabo
nos buracos do corpo preparar o combate
que os dias exigem, é preciso ir
o prazo está a caminho, célere, ir é o que há
a trilha estreitada cada vez mais a trilha
sem os velhos amigos e amigas - ficar
é aterrador ficar só no mundo.
.
Nota: * Verso de Tavinho Moura. Cruzada.
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