minha terra
Sou filho das manhãs que Agosto sente,
Do cantar dos rouxinóis, das ceifeiras
E águas de Inverno pelas ribanceiras,
Do vinho, azeite e pão da terra quente.
Sou seiva destes montes, sou semente
Germinada no vento e nas poeiras
Do campo aberto e do sol nas eiras,
Desta aldeia que avela tristemente.
Terra, bendita mãe, sempre me invade
Por ti, pelos teus, o manto da saudade,
Alguns dias meus olhos foram fontes.
Talvez nascentes dos mansos ribeiros
Refrescantes no estio, dos outeiros
Deste Vale encantado, em Trás-os-Montes
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.