minha terra

Sou filho das manhãs que Agosto sente,

Do cantar dos rouxinóis, das ceifeiras

E águas de Inverno pelas ribanceiras,

Do vinho, azeite e pão da terra quente.               

 

Sou seiva destes montes, sou semente

Germinada no vento e nas poeiras

Do campo aberto e do sol nas eiras,            

Desta aldeia que avela tristemente.

                                                                       

Terra, bendita mãe, sempre me invade

Por ti, pelos teus, o manto da saudade,       

Alguns dias meus olhos foram fontes.

                                  

Talvez nascentes dos mansos ribeiros

Refrescantes no estio, dos outeiros

Deste Vale encantado, em Trás-os-Montes

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