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silvioalves

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n. 1958

Vale das Fontes, Vinhais, 1958. Reformado. Livros: O Sol Nasce Nos Teus Olhos, 2022 e Versos de Corpo e Alma, 2026.

n. 1958 , Viana do Castelo

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o sol

 

O sol, esmorece por entre pinhais,

Nas serras verdes, deste norte belo,

Como se deixando a ancora no cais

Fosse repousar em áureo castelo.

 

A primeira estrela, luz, no horizonte,

Abraça-me forte o manto de luar,

Em tons de prata, na água da fonte,

Espelha-se a lua, como sendo o mar.

 

Rompe a madrugada, em pezinhos lã,

Raiando de luz as encostas calmas,

Ritual solene em cada manhã,

Agrilhoa as trevas e aquece as almas.

 

Da magna terra, ao azul dos céus,

Da cigarra às aves, em doce cantar,

Destilam louvores e graças a Deus,

Por todas a bênçãos do sol a brilhar

 

Quando a tarde, já de novo avança,

Os ecos de arrulhares, no arrebol,

São como suspiros suaves de criança

A sentir saudades do nascer do sol.

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Poemas

2

o sol

 

O sol, esmorece por entre pinhais,

Nas serras verdes, deste norte belo,

Como se deixando a ancora no cais

Fosse repousar em áureo castelo.

 

A primeira estrela, luz, no horizonte,

Abraça-me forte o manto de luar,

Em tons de prata, na água da fonte,

Espelha-se a lua, como sendo o mar.

 

Rompe a madrugada, em pezinhos lã,

Raiando de luz as encostas calmas,

Ritual solene em cada manhã,

Agrilhoa as trevas e aquece as almas.

 

Da magna terra, ao azul dos céus,

Da cigarra às aves, em doce cantar,

Destilam louvores e graças a Deus,

Por todas a bênçãos do sol a brilhar

 

Quando a tarde, já de novo avança,

Os ecos de arrulhares, no arrebol,

São como suspiros suaves de criança

A sentir saudades do nascer do sol.

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minha terra

Sou filho das manhãs que Agosto sente,

Do cantar dos rouxinóis, das ceifeiras

E águas de Inverno pelas ribanceiras,

Do vinho, azeite e pão da terra quente.               

 

Sou seiva destes montes, sou semente

Germinada no vento e nas poeiras

Do campo aberto e do sol nas eiras,            

Desta aldeia que avela tristemente.

                                                                       

Terra, bendita mãe, sempre me invade

Por ti, pelos teus, o manto da saudade,       

Alguns dias meus olhos foram fontes.

                                  

Talvez nascentes dos mansos ribeiros

Refrescantes no estio, dos outeiros

Deste Vale encantado, em Trás-os-Montes

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